Descubra os melhores artigos acerca do lifestyle Zmar
HomeZmar#onossozmarZmar Friends | Testemunho Marta Canário
 

Zmar Friends | Testemunho Marta Canário

Zmar Acessível

Conheci cada bocadinho daquele canto do Alentejo. Percorri-lhe todos os caminhos.
O espaço é incrível. Organizado. Cuidado e, sempre que possível, feito também a pensar em mim, e nas minhas necessidades.
E familiar. E isto de ser familiar é mesmo importante.
 
 

Quando o Zmar pode ser sinónimo de liberdade e acessibilidade 🙌🏻

 

Continuamos a partilhar os testemunhos de quem nos visita e desta vez partilhamos a experiência da Marta Canário que nos visitou em Outubro “sobre rodas”. 

 
 
 
Destino: Zmar.
Sabíamos que o tempo não ia ajudar, mas mantínhamos a esperança de que o clima do Alentejo nos surpreendesse. O que acabou por acontecer.
Já era tarde quando nos fizemos à estrada, que o raio do trabalho não deu tréguas e, confesso, a minha coragem para me manter ativa durante as duas horas e meia de viagem, feita à noite, era pouca. Mas a vontade de desligar-me de tudo, acordar no meio da natureza, e perder-me no campo era maior que a preguiça.
Fizemos o check in o mais rápido possível e fomos à procura da nossa casa de madeira. E lá estava ela, à nossa espera, numa daquelas ruas simétricas.
A primeira coisa em que reparei foi na rampa de acesso ao alpendre. Parecia-me possível de subir sozinha, e foi.
Quando a porta da cabana se abriu, senti-me a entrar numa casa da árvore. E voltei a ter 8 ou 9 anos, altura em que fazíamos as nossas com as madeiras toscas que encontrávamos nos restos das obras.
Quarto acolhedor, cama alta e com o edredom e as almofadas a cheirarem amaciador de roupa, cozinha com tudo o que podíamos precisar, casa de banho adaptada. Pensei: até agora, tudo a correr bem.
Os dois dias seguintes foram passados a explorar a herdade, o Zé de bicicleta, eu de mota. Não há degraus, e isso dá-me sempre uma sensação de liberdade fantástica.
E depois é a beleza do que nos rodeia. A cada curva, tinha que parar para tirar uma foto. Ou eram as ovelhas que olhavam para mim, ou a cabana virada para o lago cheia de pinta, ou o pónei que se aproximava para lhe dar festas, ou a piscina que me enchia o olho ao pôr do sol. Apetecia-me registar tudo porque sabia que só ali ia estar 2 dias.
Conheci cada bocadinho daquele canto do Alentejo. Percorri-lhe todos os caminhos.
O espaço é incrível. Organizado. Cuidado e, sempre que possível, feito também a pensar em mim, e nas minhas necessidades.
E familiar. E isto de ser familiar é mesmo importante. Desde o gato que tínhamos à nossa espera e que nos entrou na cabana assim que abrimos a porta de manhã, até à rapariga que nos entregou a bicicleta que quis saber mais sobre a mota, e que acabou por partilhar orgulhosamente a história do pai, amputado de uma perna desde os vinte e poucos anos devido a um acidente de trabalho, “mas que também seguiu a sua vida!”. Desde a miúda nos esperava no restaurante e que nos guiou por um jantar fantástico com muitas gargalhadas pelo meio, até ao staff do pequeno almoço que nos recebeu sempre com um sorriso no rosto.
Antes de deixar a cabana, e enquanto o Zé arrumava as malas no carro, fui de novo ao alpendre onde fiquei uns minutos a olhar para o que estava à nossa volta. “Grande fim de semana…”, pensei, feliz por ter decidido ir. Ainda percorri aquela parte da herdade com os olhos para ver se encontrava o “meu” gato, mas já não o vi.
Andei um mês a querer acelerar os dias para chegar o momento de ir, e quando dei conta já estávamos a voltar. O fim de semana passou a voar. Como eu voei naquelas estradas, ao pôr do sol, em que só ouvia o som do vento a enrolar-se nos ramos das árvores. Sempre com o Zé ao meu lado, e sempre de olho para ver se eu precisava de ajuda.
Mas era preciso voltar à estrada.
“Devíamos fazer isto mais vezes. Uma pausa. Mesmo destas, de dois dias. Ou de um, que seja. Ajuda a desligar do pandemónio (e da pandemia), a viver mais devagar e a repor a energia”, pensei para mim. Fazê-lo ajuda a perceber que, de vez em quando, devemos dar tempo ao tempo para ele demorar o tempo que quiser a passar.
A semana já vai a meio e estou de novo mergulhada no mundo real, onde o relógio manda em quase tudo. É verdade que regressar também sabe bem. Mas regresso com boas memórias, com bons momentos, bem guardados, reencontrada com a Natureza e, também por isso, com uma vontade enorme de lá voltar. E voltarei. ❤

Obrigada Marta, por nos fazeres sentir especiais em cada palavra que escreveste e pela energia positiva que trouxeste ao Zmar.

Prometemos continuar a trabalhar para que o Zmar seja acessível em todas as suas áreas e uma experiência a recordar para todos os que nos visitam. ❤️

Partilhar Artigo
Sem comentários

FAÇA O SEU COMENTÁRIO