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A Aventura

A Aventura

Augusta era uma gotinha de água que vivia numa barragem no Alentejo, numa barragem que já tinha sido em tempos a maior de Portugal! Vivia comodamente rodeada de muitas vizinhas. Os dias passavam com tranquilidade, um barquinho aqui outro acolá quebravam a rotina do dia a dia.
Mas, certo dia, depois do seu treino diário de natação, Augusta cruzou-se com a sua vizinha Antonieta, esta colocava dentro de uma mala uma gabardina e umas galochas. Antonieta, ia de viagem, queria saber o que havia para além do paredão da Barragem de Santa Clara, sentia que precisava de uma lufada de ar fresco. Augusta entusiasmou-se com a ideia e decidiu juntar-se a Antonieta. Ia ser uma aventura fantástica.

Assim que passaram o paredão o mundo delas ganhou uma nova dimensão, tudo era novo e esquisito. Rapidamente desceram a Ribeira do Mira e entraram em pequenos cursos de água, mas não eram cursos de água a que estavam habituadas…  eram uns percursos que encaminhavam as gotinhas a todos os cantos do Concelho de Odemira. Nestes canais,  as filas eram bem grandes… Havia uma “porta” que abria e fechava, estavam curiosas por descobrir o que se encontrava para lá dessa porta!

Enquanto esperavam para entrar no canal lotado foram conhecendo outras gotinhas, umas mais faladoras e divertidas, outras resmungonas…. conversa aqui, conversa ali ouviram dizer que haviam muitos canais, uns mais lotados que outros, uns que levavam as gotinhas até grandes campos de plantações, outros que iam até as quintas de animais, mas havia um que as levava para um local único, onde se podiam divertir à grande. Augusta e Antonieta não tinham dúvidas nenhumas que era para esse que queriam ir.
Assim que chegou a vez delas, de malas às costas, muito juntinhas porque o espaço era pouco, iam sentadas na corrente que ali passava a grande velocidade, pareciam que iam a voar. Chegaram ao final do canal num instante. Estavam tão contentes que nem se importaram de ter ficado todas desajeitadas durante a viagem.

Pegaram nas suas pequenas malas, cortaram à direita e entraram num conduta. A partir dai Augusta e Antonieta nunca mais voltariam a ser as mesmas! Tinham chegado ao Zmar. Foram recebidas por uma equipa de gotinhas, que envergavam um fato totalmente translúcido, e encaminhadas para uns grandes tanques onde começaram uns tratamentos, de criar  inveja às gotinhas mais claras da barragem. Primeiro que tudo, tiveram direito a um banho para se livrarem das impurezas e adquirirem propriedades nobres. Não podiam estar mais felizes, nunca tinham recebido tantos cuidados. Após o banho, passaram por um processo de filtragem que as deixou ainda mais brilhantes. Por fim, receberam uns aditivos que lhes ia permitir continuarem a sua visita ao Zmar.

Quando pensavam que tinham terminado a sua aventura, eis que entraram por uns escorregas super divertidos e saíram por um buraquinho que lhes fazia cocegas na barriga. Augusta e Antonieta tiveram a sua primeira experiência com uma torneira.

Acham que a viagem terminou!? Pois bem… ainda não. No Zmar as gotinhas que saem das torneiras regressam à nossa Estação de Tratamentos de Águas e depois de mais um rico banho regressam ao seu percurso natural, ou seja, têm a oportunidade de continuar a sua aventura na natureza.

Da Augusta e da Antonieta não tivemos mais noticias, mas acreditamos que a esta hora estejam no riacho mais próximo a fazer novas amizades…

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Escrito Por

Andreia Ribeiro, natural de Odemira, Sudoeste Alentejano é mãe de duas crianças. Criativa e sonhadora, apaixonada pelos animais, adora viver no campo em permanente contacto com a natureza! Estudou na Escola Superior de Coimbra e licenciou-se em Animação Socioeducativa. Grande parte do seu percurso profissional foi dedicado à educação e à acção social. Sempre disposta a aceitar novos desafios, trabalha actualmente no Zmar, no Departamento de Animação - projecto que abraça com grande entusiasmo. Nos seus tempos livres gosta de ler: os livros têm o poder de a levar para o fantástico mundo do imaginário... Escrever também é algo que lhe dá uma enorme satisfação. Optimista por natureza, gosta sempre de ver o copo meio cheio e acredita que o Ser Humano ainda vai a tempo de Salvar o Planeta!

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