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Elisabete Franca | Mundo de Criança

Resgatar o nosso lado mais feliz...

“F alar de crianças é bem mais interessante quando guiados por alguém que consegue recuperar essa perspectiva, a que tínhamos quando éramos pequenos aventureiros num mundo de gigantes. Elisabete Franca leva-nos pela mão a mergulhar no Mundo da Criança (que guardamos dentro). A sua ilustração faz-nos ver o mundo a outra escala, explorar sentidos, criar momentos de descoberta, sonhar e ser livre… sempre!

Mãe, designer, ilustradora, empreendedora, futura professora de Yoga… tanta inspiração! Será que eram sonhos de criança!?

Olá Elisabete, obrigada por aceitar este desafio!
Falando de crianças… fala-nos um bocadinho de ti e da tua infância!

Nasci em Lisboa e como qualquer criança da cidade encontrei formas de me divertir que passaram por estar em casa. Então adivinhem? Aquilo que mais me absorvia era o desenho, sempre fui muito imaginativa. A minha mãe costumava dizer que enquanto eu estivesse a desenhar ninguém sabia da Beta…

Escolheu cedo o que queria ser quando “fosse grande”?

Hoje vejo que foi uma escolha muito natural, mas sobretudo uma escolha pessoal. Sempre senti que desenhar era o meu mundo e uma forma de expressar coisas que não existiam para mim de outras maneiras, e também uma forma de fazer chegar aos outros a minha forma de ver o mundo.

Como é que surgiu o seu primeiro projecto para crianças e qual a história e inspiração por trás?

A minha descoberta como ilustradora aconteceu numa pequena empresa, por onde passavam muitos projectos destinados a crianças. Apaixonei-me então rapidamente pelo mundo da ilustração infantil. Era um espaço que me permitia dar largas à imaginação e ao mesmo tempo usar esta minha vontade de desenhar. Nesta altura estava com projectos muito ligados ao ambiente. A reciclagem estava a ser introduzida em Portugal e era preciso explicar às crianças como fazer a separação dos lixos… esta componente didáctica fez-me sempre também muito sentido. Passá-la aos mais pequenos foi por isso fascinante!

Sempre me fascinou poder olhar o mundo através das lentes coloridas das crianças!

Mas esse não foi o seu único projecto para crianças. Quais as outras aventuras e porquê crianças? Os adultos são mais aborrecidos?

Mais tarde trabalhei vários anos para suporte digital e o denominador comum foram também as crianças. Sempre me fascinou poder olhar o mundo através das lentes coloridas das crianças. Existe um sentido muito lúdico que é comum a toda a ilustração infantil, mesmo nos trabalhos mais comerciais. Esse processo é muito estimulante. Ver o mundo a outra escala, explorar sentidos que lhes permitam criar momentos de descoberta. Brincar, criar significados múltiplos. Descobrir as formas de interagir com o seu mundo de aprendizagem e descoberta.

Como foi esse início da criação de uma marca própria?

Começou com uma grande inspiração nos meus filhos e cresceu a partir daí. Nessa altura surgiu a possibilidade de poder gerir o meu trabalho a partir de casa e de acompanhá-los mais, crescer com eles. As Coisas Cosidas surgiram deste modo de ver o mundo. Estar com as crianças, ver pelos olhos delas e traduzir em pequenos pormenores aquilo que podia ser a sua interacção com o mundo. Uma forma de brincar e comunicar com as crianças através da roupa e acessórios. Foi também uma espécie de regresso (meu) aos arts&crafts com a ilustração como mote. Cada peça era única e divertida, o que fazia toda a diferença na altura de oferecer um presente. Foi um um processo gratificante, vivido com grande liberdade. Foi uma experiência que teve um tempo próprio.

Sente que mudou muito desde que entrou no mundo da maternidade?

Parece que sim, mas a vida não é constante mudança?! Devíamos todos ensinar aos nossos filhos A Pedra Filosofal, para que não se esqueçam que a palavra sonho opera a mudança.

“Que sempre que o homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança”

Trabalhar em casa para é um privilégio ou uma realidade difícil?

É um grande privilégio trabalhar a partir de um espaço em que nos sentimos em liberdade. Poder gerir o nosso tempo também. Eu penso que é nestes contextos que surgem as melhores ideias.

Ainda se sente uma criança?

Não me sinto uma criança, mas tenho uma grande criança cá dentro. Todos temos o direito e o dever de resgatar esse nosso lado mais feliz. Quando temos crianças por perto acaba por ser mais fácil ir à descoberta desse mundo, porque elas de facto são uma grande fonte de inspiração!

Como é que o Zmar a inspira?

Valorizamos cada vez mais o contacto e o respeito pela natureza. A Costa Alentejana já tinha um significado especial para nós, e quando descobrimos o Zmar, passou a ser o nosso espaço de eleição nesta zona. É um espaço onde esquecemos a logística do dia a dia e usufruímos da serenidade do espaço e da paisagem. Os miúdos adoram a diversão e a liberdade que têm nesta altura. A Natureza inspira-nos, portanto o Zmar inspira-nos!

 

Obrigada Elisabete pela partilha!  

Para acompanhar o trabalho da Elisabete, siga o seu Daily Sketch e o seu Instagram pessoal.

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Escrito Por

Licenciada em «Communication Arts» no New York Institute of Technology, Francesca de Mello Breyner trabalha junto da família no Zmar Eco Experience. Filha de Francisco de Mello Breyner, responsável pelo projecto Zmar, desde pequena que se habituou a um lifestyle "green", visto que sempre lhe foi incutido pelo pai a importância da reciclagem e a redução do desperdício. No Dept. de Marketing é actualmente responsável pelas Relações Públicas, Conceito e Comunicação do Eco Resort.

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